quarta-feira, 16 de março de 2016

Os empregos menos saudáveis nos EUA

Ficar muito tempo sentado no trabalho pode ser estressante e fazer mal para a saúde. Ter uma jornada longa também faz com que você tenha pouco tempo para se exercitar ou mesmo para cozinhar coisas mais saudáveis quando estiver em casa.
Essas dicas parecem óbvias, mas recentemente, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) foi além e utilizou essas informações para fazer um ranking dos empregos menos saudáveis.
Ela também identificou os problemas de saúde mais frequentes de diferentes setores da economia.
Para isso, a associação analisou os dados sobre pressão arterial, índice de massa corporal, colesterol, açúcar no sangue, atividade física, hábito de fumar e qualidade de dieta de 5.566 trabalhadores americanos, tanto homens, quanto mulheres.
Nenhum deles tinha problemas do coração no início do estudo.
Uma vez terminada a pesquisa, os investigadores viram que, apesar de 88% não fumarem e 78% terem nível de açúcar no sangue considerado bom, apenas 40 % "tinham uma saúde cardiovascular ótima".
Essas são as condições de saúde que a associação identificou por setores econômicos nos Estados Unidos.
Transporte: O principal problema que a AHA identificou entre motoristas de ônibus, trens e caminhões é o tabagismo. Quase um quarto dos entrevistados (22%) eram fumantes. Isso faz com que tenham um risco maior de sofrerem doenças cardíacas ou até um AVC.

Secretarias e cargos administrativos: são funções exercidas exclusivamente em escritórios, onde muitos sequer se levantam para comer. Isso faz com que 68% desses trabalhadores tenham hábitos alimentares pouco saudáveis. Além disso, 69% deles têm colesterol alto e só 82% realizam atividades físicas regularmente.

Indústria alimentícia: Apesar de trabalhar produzindo alimentos ou servindo refeições, as pessoas que atuam nesse setor são os que têm a pior dieta. Mais de três quartos dos que participaram do estudo (79%) têm maus hábitos alimentares.

Serviços de segurança: dos policiais, bombeiros e outros profissionais de segurança que fizeram parte da pesquisa, 90% são propensos a ter sobrepeso ou obesidade, 77% têm níveis ruins de colesterol e 35% sofrem de pressão alta.

Cargos de gerência e profissionais liberais: É o setor mais "saudável", levando em consideração que um terço dos entrevistados dessa área estão no peso ideal, 75% fazem exercícios físicos regularmente e só 6% fumam. Ainda assim, a associação ressalta que 72% deles têm maus hábitos alimentares.

Além dos cargos de gerência e dos profissionais liberais, estão entre os setores mais saudáveis também os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) e dos setores de arte, entretenimento, meios de comunicação e esportes.
Esses resultados combinam com o ranking dos "empregos mais saudáveis" publicado na revista especializada Health.
De acordo com a publicação, os instrutores de academia, personal trainers e coreógrafos são os profissionais mais saudáveis, seguidos dos engenheiros de computação, floristas, paisagistas e jardineiros, vendedores de seguros, e profissionais ligados ao setor médico.
Usando um método parecido, a lista da Health coincide a grosso modo com a realizada pela Associação Americana do Coração.
Com base em pressão arterial, índice de massa corporal, taxas de colesterol, de açúcar no sangue e outras variáveis, as profissões menos saudáveis são bombeiros e policiais, os que trabalham com a preparação de alimentos, os trabalhadores de construção e os empregados domésticos.
Saúde e falta de tempo
De acordo com Leslie McDonald, que liderou o estudo da AHA e também é pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos Centros de Controle de Doenças do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, as longas jornadas de trabalho e o pouco controle sobre as atividades no dia a dia afetam o metabolismo e estão relacionadas com fatores de riscos cardiovasculares.
A falta de tempo para fazer exercícios físicos e para cozinhar algo mais saudável contribui para os mesmos problemas.
O que os pesquisadores recomendam é que se aproveite o tempo de almoço para se passear por algum lugar em vez de comer sem levantar da cadeira e sair do escritório. Além disso, estacionar o carro um pouco mais longe também força uma caminhada diária que pode fazer bem. E usar as escadas sempre que possível, evitando o elevador também é uma das sugestões.
Quanto à alimentação, segundo a associação, deve-se consumir quatro porções e meia de frutas e vegetais diariamente, 100 gramas de pescado ao menos duas vezes por semana, menos de 1,5 grama de sódio (sal) por dia e no máximo 450 calorias semanais provenientes de produtos com açúcar.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Números de processos trabalhistas teve aumento de 12,3% em 2015

O número de processos trabalhistas no Brasil teve um aumento de 12,3% em 2015. É o que mostram dados do TST (Tribunal Superior do Trabalho) obtidos pelo G1. Foram recebidas pelas varas do Trabalho espalhadas pelo país 2,6 milhões de ações no ano passado – um recorde de toda a série histórica, iniciada em 1941.
Além disso, desde 1995, o aumento percentual de um ano para o outro não era tão elevado – naquele ano, a alta foi de 12,4%. De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, entre todos os fatores, um é determinante: a alta do desemprego em 2015. Segundo dados de dezembro divulgados pelo IBGE, a taxa média de desemprego para o ano ficou em 6,8%. De acordo com a pesquisa, "foi a maior de toda a série anual da pesquisa [março de 2002] e também interrompeu a trajetória de queda que ocorria desde 2010".
“A crise econômica fez com que mais trabalhadores despedidos procurassem a Justiça do Trabalho para reparar algum direito”, afirma o professor da FGV e da PUC-SP Paulo Sérgio João. “Quando há uma situação econômica mais estável, não há um fluxo tão grande de reclamações trabalhistas. A Justiça do Trabalho é uma Justiça dos desempregados. É a última tábua de salvação.”
Quando há uma situação econômica mais estável, não há um fluxo tão grande de reclamações trabalhistas. A Justiça do Trabalho é uma Justiça dos desempregados. É a última tábua de salvação"
Paulo Sérgio João, professor da FGV e da PUC-SP
O coordenador do curso de direito do Mackenzie Campinas, Claudinor Barbiero, faz uma análise parecida. “Estamos atravessando uma crise sem precedentes. Isso faz com que os trabalhadores desempregados, sem possibilidade de aprimoramento ou recolocação, recorram à alternativa do ajuizamento de uma ação. É um fenômeno que decorre principalmente da recessão.”
Barbiero cita ainda o caso de pequenas e médias empresas que não têm conseguido pagar as verbas rescisórias. “Muitas dessas empresas preferem que o empregado vá à Justiça do Trabalho para que possam ganhar tempo. Além disso, evitam uma negociação direta, e conseguem parcelar o valor.”

Em 2015, houve o fechamento de 1,54 milhão de vagas formais de trabalho, a pior taxa em 24 anos, segundo o Ministério do Trabalho. Em contrapartida, foi registrado um aumento na informalidade.
“A contratação de trabalhadores sem registro, sem cumprimento de obrigações, vai fazer aumentar ainda mais o volume de ações”, preconiza Paulo Sérgio João.

Barbiero também prevê um cenário nada favorável: “Os efeitos da crise se mostram duradouros. Isso afeta todo o mercado de trabalho. Se há um número expressivo de demandas, em 2016 ele vai ser ainda maior. Parece catastrófico e é triste esse quadro, mas é realista. Não há como fugir”.
Os dados do TST mostram que foram julgadas no ano passado 2,5 milhões de ações pelas varas do Trabalho. Há hoje 1,6 milhão de processos à espera de apreciação (o número também leva em conta as ações não julgadas de anos anteriores).
O novo presidente do TST, Ives Gandra Martins Filho, afirmou, em seu discurso de posse nesta quinta (25), que há uma preocupação com o grande volume de processos. "O que explica o crescimento desmesurado das demandas trabalhistas e a pletora de recursos, atolando e paralisando todos os nossos tribunais? Como tirar do papel a garantia constitucional da celeridade processual? Parece-me que, além das causas exógenas à própria Justiça, que são os defeitos e imperfeições em nossa legislação social, as causas endógenas são, em meu humilde olhar, a complexidade de nosso sistema processual e recursal e o desprestígio dos meios alternativos de composição dos conflitos sociais", disse.

Gandra Martins Filho afirmou que "trabalhará para contribuir com a racionalização judicial, a simplificação recursal e a valorização da negociação coletiva, fazendo do processo meio e não fim, prestigiando as soluções que tornem mais célere e objetivo o processo, reduzindo ao mesmo tempo as demandas judiciais".

Fonte: G1, 28.02.2016

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Reestabelecido adicional de periculosidade para motociclistas

O MTE - Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Portaria 5, de 7-1-2015, publicada no Diário Oficial de hoje, 8-1-2015, restabeleceu os efeitos da Portaria 1.565 MTE, de 13-10-2014, que aprovou o Anexo 5 da Norma Regulamentadora 16, sobre Atividades Perigosas em Motocicleta.
Cabe ressaltar que a suspensão dos efeitos não se aplica aos associados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas - ABIR e aos confederados da Confederação Nacional das Revendas AMBEV e das Empresas de Logística da Distribuição - CONFENAR.
A Portaria 5 MTE/2015 também revogou a Portaria 1.930 MTE, de 16-12-2014, que havia suspenso, a partir de 17-12-2014, os efeitos da Portaria 1.565 MTE/2014.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Benefício de quem ganha acima do mínimo será reajustado em 11,28%

Os segurados da Previdência Social que recebem acima do salário mínimo terão o benefício reajustado em 11,28%, contando a partir de 1º de janeiro de 2016. O índice foi divulgado em portaria conjunta dos ministérios da Previdência Social e da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 11 de janeiro, destaca o Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).
A portaria também estabeleceu as novas alíquotas de contribuição do INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. As alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.556,94; de 9% para quem recebe de R$ 1.556,95 a R$ 2.594,92, e de 11% para os que ganham entre R$ 2.594,93 e R$ 5.189,82. Essas alíquotas (relativas aos salários pagos em janeiro) deverão ser recolhidas apenas em fevereiro.
O valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS – aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte – das aposentadorias dos aeronautas e das pensões especiais pagas às vítimas da síndrome da talidomida será de R$ 880,00.
O mesmo piso vale também para os benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) para idosos e portadores de deficiência, para a renda mensal vitalícia e para as pensões especiais pagas aos dependentes das vítimas de hemodiálise da cidade de Caruaru (PE). Já o benefício pago aos seringueiros e seus dependentes, com base na Lei nº 7.986/89, terá valor de R$ 1.760,00.
A cota do salário-família passa a ser de R$ 41,37 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 806,80 e de R$ 29,16 para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 806,80 e igual ou inferior a R$ 1.212,64.
Já o auxílio-reclusão será devido aos dependentes do segurado cujo salário-de-contribuição seja igual ou inferior a R$ 1.212,64.
O teto do salário-de-contribuição e do salário-de-benefício passa de R$ 4.663,75 para R$ 5.189,82.
Os recolhimentos a serem efetuados em janeiro – relativos aos salários de dezembro – ainda seguem a tabela anterior. Nesse caso, as alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.399,12; de 9% para quem ganha entre R$ 1.399,12 e R$ 2.331,88; e de 11% para os que ganham entre R$ 2.331,88 e R$ 4.663,75.
Fonte: Portal Brasil, 11/01/2016

Salário mínimo de R$ 880,00 passa a valer no dia 1o de janeiro

A Presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou na terça-feira, 29 de dezembro, decreto fixando em R$ 880,00 o valor do salário mínimo que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016. O reajuste agrega à inflação do período, medida pela IPCA, uma valorização real, relacionada ao índice de produtividade da economia brasileira, e beneficia diretamente 48 milhões de trabalhadores e aposentados, urbanos e rurais, de todo o Brasil.
O novo aumento dá continuidade à política de valorização do salário mínimo, formalizada por Lei em 2007, que garantiu um aumento real de 76% no seu valor entre 2003 e 2015. Em 2016, segundo dados do Dieese, o reajuste representará um incremento de renda na economia brasileira de R$ 51,5 bilhões.
Já o aumento para os beneficiários da Previdência Social que ganham acima do salário mínimo será calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano de 2015, percentual divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro de 2016.
Segundo o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, o Brasil é um dos poucos países que assegura a valorização do salário mínimo. “Diante do cenário econômico adverso que enfrentamos hoje, essa é uma boa notícia para começar o ano. O governo federal continuará investindo na valorização do salário mínimo nos próximos anos, uma condição importante para a retomada do crescimento da economia, garantindo emprego e renda e preservando o poder de compra da população”, afirmou Rossetto. 
Fonte: adaptado de notícia da Assessoria de Comunicação do Ministério do Trabalho e da Previdência Social, 29/12/2015.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Governo federal propõe mudar regras de aposentadoria

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou ontem que o governo deve enviar ao Congresso Nacional, no começo do ano que vem, uma proposta de criação de uma idade mínima para as aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Segundo ele, nos últimos meses, vários ministérios têm trabalhado em uma proposta de reforma da Previdência.
"Esperamos consolidar e terminar essa proposta no começo de 2016 e poderemos mandar para o Congresso as leis e a emenda constitucional no começo do próximo ano", disse.
Durante a cerimônia de posse, a presidente Dilma Rousseff admitiu a necessidade de aprovar reformas, entre elas a previdenciária, e disse que o governo dialogará para conseguir a aprovação das medidas necessárias.
Duas propostas estão sendo analisadas.
Uma delas seria transformar a fórmula 85/95 na única opção para o trabalhador se aposentar por tempo de contribuição. Uma segunda opção seria a adoção da idade de 65 anos com o aumento de contribuição mínima das mulheres de 30 para 35 anos de contribuição. No caso da fórmula 85/95, a pontuação exigida aumentaria com o tempo.
Fonte: Agora São Paulo, 22.12.2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

Proposta Final do Acordo do Clima

PRINCIPAIS PONTOS DA PROPOSTA FINAL PARA ACORDO DO CLIMA
- Países devem trabalhar para que aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC
- Países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões por ano
- Não há menção à porcentagem de corte de emissão de gases-estufa necessária
- Texto não determina quando emissões precisam parar de subir
- Acordo deve ser revisto a cada 5 anos

O documento é candidato a se tornar um marco histórico, por ser o primeiro acordo global com compromissos de todos os países. A reação das ONGs foi positiva, mas manifestações foram realizadas nas ruas de Paris.
Não há nenhuma menção, porém, às porcentagens de corte de emissões de gases-estufa que serão necessárias para tal. A ausência de objetivos específicos de longo prazo desagrada a cientistas, mas o acordo deixa em aberto a possibilidade de que essas sejam estabelecidas posteriormente, com "a melhor ciência possível".
"As partes do acordo visam atingir um pico global nas emissões de gases de efeito estufa assim que possível, reconhecendo que o pico levará mais tempo para países em desenvolvimento", diz o texto.O tratado também não determina com precisão até quando as emissões precisam parar de subir e começar a cair, atingindo um pico.
O documento ainda conclama os países a "adotar reduções rápidas a partir de então, de acordo com a melhor ciência disponível, de modo a atingir um equilíbrio entre as emissões antropogênicas por fontes (queima de combustiveis fósseis) e pela remoção por sorvedouros de gases de efeito estufa na segunda metade deste século."
Fonte: G1, 12.12.2015